segunda-feira, 31 de outubro de 2011

JOE (BRAZUCA) CANÔNICO - ENTREVISTA Nº 8




EntreGêneros: "Sou terra, por ter razões. Sou berro, se aberrações. Sou medo, porque me dou. Sou credo, se acreditou." 
Assim você se auto define, de forma poética, em seu blog. Fale-nos um pouco sobre você; sobre a pessoa além de seus versos. 

JB: Bem, Ianê...Primeiro quero te agradecer a oportunidade da entrevista. Muito me honra, de verdade !
Falar da gente, sem cabotinismo, é tarefa complicada, pois pelo sim ou pelo não, o espelho é o que nos PARECE ser, e por muitas vezes tem reflexo distorcido !  (rs rs)
Eu, de uma forma palmar, sou um sujeito simples, sem maiores afetações, coisa e tal, tudo dentro de um viés mediano...
Não tenho nenhuma pretensão mais ou menos acirrada sobre a vida, a não ser vive-la ao meu modo (???...rs rs), e deixar viver cada qual ao seu !
Parece-me de bom tamanho, nessas alturas de minha existência terrena, seja lá o que signifique isso...

EntreGêneros: Você tem na música sua profissão. Como é viver em nosso país como profissional de música?  Fale-nos um pouco sobre esse seu lado artístico e sobre as dificuldades que enfrenta.

JB: Bem...Na verdade, eu não vivo apenas de música, não. Apesar de ser, dentro de
um universo próprio, talvez a mais importante delas (atividades...), hoje, no momento atual, se tiver que me “auto-rotular”, seria assim um “produtor multimídia”, onde abrangeria “n” correlatos, tais como produções em vídeo, áudio (em geral, e música inclusive), internet, enfim, numa “seara” de circunscrição mais vasta, além da música em si.
Contudo existe um porém aí : a PAIXÃO é por ela, indiscutivelmente ! (rs rs)
Aproveitando o gancho : as dificuldade para qualquer pessoa, brasileira, que pretenda sobreviver de sua arte, de uma forma séria e real, é sempre ungida de
grandes dificuldades e tormentos...Acredite nisso !  
Se vale a pena ?...Isso já são “outros 500 cruzeiros”, ou como diríamos nós, os músicos, “outras fusas”...

EntreGêneros: Como começou seu namoro com a escrita? Quais suas leituras e autores inspiradores?

JB: Voce definiu bem ! Foi uma “paquera” ( coisa antiga isso...rs rs) , que virou um “namoro”, que virou um caso sério de amantes inveterados ! (rs rs)
Pelo que me lembro, aliás lembraram-me meus pais, que desde muito jovem, já dava lá minhas “tacadas” pelas sendas da poesia e que tais.
Na verdade, sempre gostei de “escrivinhar” , rabiscar minha coisas, assim como outros tantos da nossa espécie ( a humana...) assim o fazem !
E como sabemos, começa como comichão e acaba nos tomando como urticária, 
com o perdão da comparação esdrúxula !
Quanto à “inspiração”, prefiro definir como “um vasto pomar abarrotado de frutos de todo matiz”...Dos muito bons, até os mais maduros, passando pelos extremamente verdes e pegajosos, até os “quase podres”.
Neste pomar, não há lugar, EM PRINCÍPIO ( desculpe o grito !...rs), para escolher sabores...Tem-se, a minha ótica, que se provar de todo fruto, e depois selecionar
os que, cada um a seu mote, lhe prouver !

EntreGêneros: Os sentimentos humanos são constantemente motivação e tema na escrita poética. O quanto você expõe de suas próprias emoções ao escrever? 

JB: Isso dá uma exegese ! (rs rs)
Bem, em todo caso, é fácil...Procuro, de uma forma geral, “escapulir” desse “sentimentos” meus, próprios do humano, no momento que tento esboçar tais linhazinhas...
Por mais antagônico que nos pareça, eu procuro me abster delas, o mais possível, para que, de alguma forma, surja sempre algo mais próximo de um “racio-emocional”, ou seja, algo que esteja em sua minoria, vinculado ao meu “eu inferior”, meu “id”, o que ao meu ver, embota circunstancialmente de uma universalidade “saudável” à escrita, seja ela de que tipo for, prosa, poesia etc.
Particularmente, eu não acredito que, se consiga escrever “com a alma”, sem correr-se o risco de um “tropeção” no abismo de nossas autocomiserações e visões particularistas sobre os nosso próprios “universos”...
Mas, isso é uma verdade só minha, sem quaisquer alusões e/ou críticas a quem quer que seja, que pense diferente, e que escreva esparramando seu “emocional” pelo papel...

EntreGêneros: Joe Brazuca, Joe Canônico, são alguns dos nomes que você inventou para si mesmo. Prefere usar pseudônimos a seu nome real?  Quantos "Joes" existem no artista e como se exprimem? 

JB: (rs rs)...Então...
A resposta da pergunta acima, vem justificar, de uma certa forma, o “significado” de tantos “nick names”...rs
Realmente, tentamos criar “personagens de nós mesmos”, em nossas vidas e experimentações. Exatamente para desvincular a “persona” da “personificação” !
Contudo, no meu caso, existem explicações, que sejam :
Joe (nos dois casos...) é uma “corruptela” de João Eduardo, meu “verdadeiro” nome, mas NÃO É um nome “artístico”, que abomino tal expressão...rs. Seria apenas um “resumo facilitador”, mais identificável !
O “Brazuca” surgiu de uma “brincadeira” na internet, entre mim e o poeta/músico/multi-artista Lailton Araújo , grande amigo.E significa o que o próprio apelido quer significar : Joe, em BRASILEIRO, com muita honra !...rs
Já, o “Canônico” é sobrenome de família mesmo...Desse, nesta encarnação, não posso escapar !...rs
Os “Joes”, “são” apenas um enquanto corpo, mas infinitos vários, enquanto tentativas, acertos e erros...C’est la vie !

EntreGêneros: Em sua poesia você gosta de brincar com as palavras, tendo na criatividade sua marca registrada.  A busca constante pela inovação exerce um papel importante na sua escrita? Escrever para você significa uma forma de auto-superação?

JB: Sempre, Ianê, cara poetisa !...A auto superação é, a meu ver também, o mote principal de toda e qualquer arte. Ai de quem fizer o contrário !...Daí, não será mais arte ! Será qualquer coisa, menos arte...No meu entender da “inutilidade” da arte, tudo que vem abaixo da auto superação, corre o risco da rudimentar especulação até o ridículo...
Quanto a “brincadeira” com as letrinhas, isso me fascina, tanto em mim (sem falsa modéstia...rs), quanto em tantos outros escritores que conhecemos, pois isso traz a SONORIDADE da palavra escrita, através da sua tradução falada, que por vezes, nada significam num contexto presumível, e na verdade, nem é para significar nada !...Apenas e tão somente, a MUSICALIDADE dessa mesma palavra que , por hora, perdeu o sentido crasso, para ganhar o sonoro, o lúdico, o poético...

EntreGêneros: " Todo escritor precisa de paz para sangrar", diz Fabricio Carpinejar. Esse pensamento  se aplica a você? 

JB: Putz !...é uma máxima do paradoxo da “criação” !...falou e disse, o Poeta
Carpinejar ! Tô com ele e não abro !...rs rs

Muito obrigado, cara Ianê, um beijo !...Espero ter satisfeito o intento !

Joe “Brazuca” Canônico



* JOE CANÔNICO - Poesias

JOE CANÔNICO - POESIAS




Israel (ou "os três sóis de Judá")



De qual Anjo
sairia
áurea lança ?
Qual das Mulheres
geraria
aquela criança ?
Em qual deserto
faria
aquela andança ?
Em qual terra
nasceria
toda esperança ?
De qual reino
surgiria
a vizinhança ?
De qual povo
brotaria
tal confiança ?
Qual tribo
bailaria
a célere dança ?
Para qual povo
se faria
a festança ?
De quem
irromperia
tal liderança ?
Qual Arca
guardaria
tão forte aliança ?
Em que Paraíso
perpetuaria
toda abastança ?
De qual José
se esperaria
tal bonança ?
Em qual das Marias
se plantaria
tal semente
de mudança ?



Antípoda



Posso ser vil o quanto as flores me instiguem
Posso ser excelência o tanto me agucem os crimes
Deverei ser cruel o quanto me ensine
o azul do céu
Deverei ser caridoso o tanto que me mostre
todo mar lodoso
De minha doce boca sairá enxames
De minha compreensão se instaurarão ditames
De perversas palavras brotarão nações
de tão sórdidas, se louvarão canções
A cada passo ido, voltarei no tempo
e a cada atraso consentido atingirei meu intento
De cada bocada no alimento nobre
vomitarei aos borbotões, até que nada sobre
Minhas mais sinceras lágrimas
corroerão suas faces, como estigmas
Do meu odioso espasmo e grito
resplenderá à elevação, ao solene mito
do que haverá de mais bonito !

Já não colho mais flores, às suas mortes prematuras
Já não lustro os sapatos, à tirar-lhes o pó do tempo perdido
Já não enxugo as lágrimas, que lhe dissolveram os olhos e o rímel
nem tampouco me lavo e me seco, nem me benzo e exorcizo ...
Minhas asas se derreteram sob o deserto escaldante
e nem ao menos, tal como Ícaro,
alcei voo ao seu destino previsível e fatídico
Dédalo de mim mesmo, sigo seguindo meus sóis...



Porquês



Por que chegou tão tarde
assim, sem fazer alarde
com estes olhos desenhados
só meio alegres
e inteiro amargurados ?

Por que sorriu tão linda
assim, tão cedo e ainda
mostrou teus bailados
e em meio a lábios,
me deixou na berlinda ?

Por que veio tão doce
assim, como num enlace
acenou beijos açucarados
e com trejeitos sábios
me levou ao impasse ?

Por que jogou esse charme
ateou fogo sem alarme
com esse corpo alado
de asas finas e leves,
e me deitou acabado ?

Por que dançou a música
assim, como fosse a única
jogou este olhar malvado
em encantos breves,
cedi completo e tomado ?

Por que revelou o que sinto
me prendeu em teu labirinto
alçapão enclausurado
desarmou meu passado,
e nem para mim mais minto ?

Por que tocou minhas notas
assim , tão castas e devotas
coração escancarado
despiu-me da alma às botas
me fez morrer hemorrágico,
sem ter sangrado ?

Porque chegou tão tarde
assim, sem fazer alarde...


Sete Tempos

Manda-me mais sonhos
ainda tenho muito sono
é cedo para camisa e gravata
os anjos rondam minha cama
e me arrumam as cobertas

Ferva-me mais água
o café, deixa que meço
é cedo para o banho quente
o aroma inunda a casa
e pede janelas alertas

Esquenta-me mais os ladrilhos
ainda visto macia flanela
é cedo para a porta e fresta
os sonhos inda persistem
fogem das horas certas

Banha-me de doce perfume
ainda de que breve escuma
é cedo para o baile e festa
o lenho que queima e aquece
trepida em faíscas dispersas

Arruma-me por sobre o leito
a roupa que o sol secou
é cedo para o pente em riste
o torpor que cai e esvanece
deixa por sombras discretas

Alinha-me sobre o peito
o pão que ainda existe
É cedo para a faca e corte
O leite de ubre e porte
escorreu por valas abertas

Lustra-me o couro pisado
ainda é pouco o brilho
já se faz tarde, ao que viestes
o corpo cálido que a lua velou
deita eterno em pedras concretas...



sobre Bill, Village , 46th Street com 5ª no baixo e pernas...(sandices em 3 movimentos)

I

quando ouço Bill Evans,lembro New York
até do teu pescoço branquinho.
Voce sabe...ou não lembra ?
porque a cada acorde resoluto estremeço
adrenalinicamente óbvio, dor de barriga
pelo e pele e curva e alcova e soul
teu cheiro na minha barba, minha cova
subway do teu sorriso no meu estômago
fico nanico, pago esse mico
...aí ?...vai ou não ?... que coisa !
será que teu sorriso não sai
mais de um sol com a 4ª no baixo ?
é droga...só pode ser !...ácido lisérgico
esse trio não é moleza,
só destreza e quero mais
à dois, com talheres ao fundo
eu vou pro fundo do teu olhar
passado na Broadway com 5ª
nosso cenário é a Greenwich Village
putz !...começou o solo do baixo...
fico muito puto com tanta
baixaria...ou seria a tua BRUXARIA ?
[please, driver... get on left, to 46 Street
I left my heat on her heart, sorry…
nothing more to do…]
quando ouço o Bill de novo
te lembro e morro sozinho
no Central Park, China Town
Voce não vem ?...Também não vou...
estamos resolvidos em Si sustenido...
ah !...que besteira !...isso é um Dó !

II

Levanto e misturo café com pasta de dente
newspaper com sanduíche de queijo-quente
Me sinto vulnerável igual September11
ainda levanto pra escrever bobagens
de novo ouço Bill Evans, e traço linhas
sem conduta nenhuma mesmo
pura porralouquice, meninice mesmo...
miseravelmente louco, babo um pouco
me desespero e espero seu triângulo
pelúcia amaciada com Confort...
a gente bem que podia se encontrar
pra namorar um cup of coffee whit Bourbon
naquele bar em frente ao Metropolitan...
peraí !...D dim/9...G7+/A...C7+/G
ficou legal ?...sei não...meio blasé...
Não consigo esquecer daquelas pernas
se Bernstein tivesse vivo,
faria uma sinfonia pra elas...
ta bom...ta bom...faço eu, então
no mínimo uma Sonata elas valem
“Sonata Nº 5 , per tue gambe...”

III

Preciso ir até Down Town...
O que me faz voltar pra cama
é poder escrever, tocar, beber, amar
et coetera e tausssssss...



*JOE CANÔNICO - Entrevista

domingo, 30 de outubro de 2011

ANDREA LIZARB - POESIAS





Bela de Uma Tarde




Se você aceitasse 

a tarde bela,

aquela que espera...

Se o mundo parasse,



Maior sua coragem fosse...

Bem sabe, seria só uma tarde.

Que inteira coubesse

O fogo que há muito arde.



Ida de uma só via,

Amor só de um dia,

Digo melhor, de uma tarde.



Arderia sem palavras.

Entraria mudo, embevecido sairia.

O resto você decidiria. 





 (O tempo grita vontades. É preciso que elas se calem.)




Lento veio


O gosto

Lento, gostoso...

Lentamente

Saboreio

Lengostosamente

Seu veio.
                                                                                                                                                           


De Côté




Sou sua bailarina

Flutuo sobre seus pensamentos

Bailo em céu estrelado

Represento o momento do amor



Devaneio solo de pés delicados

Que mal ousam meia ponta tocar

O corpo reage, arrepia diante da altivez

Inda assim repito a decorar sua coreografia



Deslizo em lagos negros de cisnes mortos

Desesperançada Coppélia, lânguida Camélia

Pas de deux negro, sombria sina



Emoção pulsa e quebra-nozes

Em música de tensão, tragédia e paixão

O Corsário arrebata e baila Giselle.





Vigília




Meus olhos me olham

Vigiam meus passos

Estarrecem quando passo

Sem compasso

Perdida neste laço



Desespero posto que adiante

Há um caminho diferente

Inseto um gesto, levanto os braços

A cabeça em delírio abraço

Em intenso descompasso



Sondam-me olhos em insônia

O suor deste sudário

Sentinela de uma só silhueta 

Semovente sem sensor

Em meio a névoas e fumaça



Sigo a sina sem sinal

Selo o silvo deste sismo

Silencio sensível e sibilante

Sinto muito, sensitiva,

O final desta senda sem fim...




INDELÉVEL



Previsão desditosa desta estória

Predestinação ao fim desde outrora

Submissão concebi da deixa inglória

Esperançosa paixão perigosa permiti 




Areias revolvem o escopo passado

O sopro indelével no coração marcado

Resignação ao ver seu decolar

Leveza insustentável de viver





Bem te via a nadar.

A espuma a embranquecer

Eu sou ave a voar.

A seguir de longe até te perder

De asa partida descobri 

Que caso sequer ...Fui eu de ti.


               

Andrea Lizarb - Entrevista

ANDREA LIZARB - ENTREVISTA Nº 7




EntreGêneros: Como teve início o seu interesse pela escrita? Quais escritores lhe influenciaram e em em que busca inspiração para escrever?

AL: Com 5 anos escrevia e lia.  Adorava os “Contos de Fadas”. Queria que meu pai comprasse todos os números semanais para mim.  Disse-me que era coisa para quem sabia ler.  Então aprendi.  Passei a Contar estórias.  Reunia pessoas adultas, jovens e crianças em meu portão à tarde.  Começava um capítulo de um conto que só inventava na hora.  Eu ficava igualmente curiosa por saber o que viria depois. Não sobrava tempo com as travessuras diárias. Comecei a “escrever” (risos) algo nesta época. “Pulguinha”  já é de 6 anos.
Fui encantada por Monteiro Lobato quando menina e continuo.  Quando jovenzinha queria casar-me  por poligamia com Mario Quintana, Drummond, Machado,  Pessoa e Shakespeare, meus preferidos, e ser igual a Cecília Meireles.  Outros entre tantos que aprecio: Bandeira,  Dickens, Poe, Blake,  Proust, tantos...

EntreGêneros: Com que gênero literário mais se identifica na construção de seus textos?

AL: Quanto ao “Gênero” propriamente dito, prefiro o narrativo, isto é, a prosa.  Gosto do lírico também. Recentemente retornei a escrever versos para participar dos grupos e ser lida na Internet.  Fica mais fácil.  Gosto mesmo é da prosa: Contos e Romances.

EntreGêneros: Como você vê o cenário poético no atual contexto literário?  Acha que está havendo uma maior valorização da poesia?

AL: Há uma nova geração dos poetas que surgiu nos tempos de internet: o poeta do mundo dos blogs. Atualmente somos lidos por milhares de pessoas na Web.  Muito mais do que se tivéssemos apenas publicado os trabalhos em livros. Recursos gráficos incitam e facilitam não só a criação como também a vontade de ler.  Amadores e amantes da poesia dedicam-se pela facilidade e prazer que traz.  Ao mesmo tempo se deparam com  o que é realmente poesia e por que é tão difícil escrever. Esta inquietação causa a melhoria da criação e consequentemente torna a escrita mais atraente.

EntreGêneros: A internet tem sido um meio difusor de grande valia em nossos tempos. Você percebe a manifestação de novos talentos no contexto literário? Poderia citar alguns autores que lhe chamem a atenção em particular?

AL: Há muitos novos talentos que me chamam a atenção nos grupos em que tenho postado. Você, por exemplo,  tem crescido muito (sem apoteose). Outros: Fernanda França, Helen De Rose, Flá Perez,  Eros Sucena Martins Teixeira, cujo Romance maravilhoso, “Copacabana Meu Amor” a ser lançado por esses dias, estou fazendo a versão para a língua inglesa.  A Internet com  os e-books, blogs e grupos com certeza estão contribuindo para isto. Torna divertido o que já é prazeroso, além de provocar renascer do hábito de ler e escrever. Sem dúvida, um difusor incrível.  Tem gente da Rússia que até traduz o que escrevo e comenta brincando "Olé, Andrea do Brazil! Muito boa poema!"  Num esforço de expressar-se no nosso idioma.

EntreGêneros: A que fato você acha que se deve a dificuldade encontrada pelos autores na publicação de um livro? Você tem algum livro publicado?

AL: É muito difícil e caro publicar no Brasil. O mercado é fechado para autores nacionais.  Um país enorme com pouquíssimos leitores que ainda preferem a literatura internacional.  Tenho esperança que isto mude depressa. A Internet, os e-books, blogs e grupos estão contribuindo para tal. Eu, por exemplo, vou lançar três livros dentro de pouco tempo com muita luta. Tenho um conto publicado,“Felizes Desaniversários”, por ter sido primeiro prêmio. Não acho que um Blog é uma passo para a publicação de um livro.  Mas, se um editor vir e quiser publicar podemo conversamos, rs.

EntreGêneros: Tem algum projeto em andamento? Pode nos falar algo sobre ele?

AL: Tenho três lançamentos  ilustrados por mim: um conto e dois livros de poesias.  Um dos quais será lançado juntamente com minhas pinturas, gravuras e desenhos numa junção de exposição de arte plástica e literária.

EntreGêneros: Termine com uma frase que acha que resume o ato de escrever para você.

AL: ESCREVER É MINHA VIDA.



*Andrea Lizarb - Biografia